Graciano – Literatura brasileira produzida no Espírito Santo

Graciano é uma publicação mensal do Cronópio – Discussão e Produção Literária, projeto de extensão do Departamento de Comunicação da Ufes e vinculado à RELer&Fazer – Rede de Experiências em Leitura. A equipe editorial é formada principalmente por estudantes universitários, sob a orientação do professor Erly Vieira Jr.

Nossa proposta é a de lançar um olhar jovem sobre a produção literária contemporânea aqui no Espírito Santo, através de resenhas, entrevistas, debates, publicações de textos literários. Um olhar curioso, atento, de quem aos poucos vai descobrindo a diversidade e a força dessa produção. Mezzo revista, mezzo fanzine, Graciano tem a apaixonada missão de vasculhar essa vida literária, bem como suas interfaces com outras esferas culturais, e promover uma reflexão sobre como nossa literatura traduz as múltiplas experiências de quem vive no Espírito Santo hoje.

A conexão com o cenário capixaba já começa no nome da revista: uma homenagem dupla, tanto ao protagonista homônimo dos romances A mão no fogo e A ceia dominicana, de Reinaldo Santos Neves (o entrevistado especial dessa edição), quanto à ironia e irreverência do escritor Graciano Neves, autor do clássico satírico A doutrina do engrossamento.

Norteando as seções que compõem esta revista, temos uma diversidade de enfoques. Valise é um espaço de publicação de textos inéditos, onde são apresentados alguns dos talentos literários da nova geração de escritores daqui do Estado. No primeiro número, apresentamos a produção dos integrantes do Cronópio, mas pretendemos, nas próximas edições, abrir espaço para que outros autores possam enviar seus textos. Vinte e um é uma seção destinada a apresentar o que de melhor tem se produzido de literatura brasileira aqui no Espírito Santo, neste início de século: notícias sobre eventos do circuito literário, resenhas de livros, entrevistas e depoimentos de escritores, além de uma espécie de revisão crítica dos principais livros publicados nos últimos anos. O Dossier consiste numa curadoria que resgata o melhor da produção literária capixaba: a cada edição, escolhe-se um tema, e são compilados dez textos (poemas, contos, crônicas) de autores consagrados no cenário local, de modo a estabelecer diálogos instigantes entre suas obras.

Encerrando cada edição, temos a Biblioteca básica: a cada edição, um escritor diferente é convidado para dar um depoimento sobre uma obra literária capixaba e que tenha marcado época. Nas próximas edições, devemos abrir espaço para a publicação de artigos teóricos, transcrição de debates com escritores, além de vídeos e ensaios fotográficos e de artes visuais inspirados em obras dessa literatura brasileira produzida aqui mesmo, no Espírito Santo.

E o melhor disso tudo é que nossa revista é gratuita, e pode ser acessada de qualquer lugar do planeta (e é fácil de ser divulgada também: se você gostou, basta enviar nosso link por e-mail, msn, twitter para seus amigos). Com isso, buscamos cumprir um de nossos objetivos mais caros: dar visibilidade à nossa literatura, inclusive atingindo outros públicos, ainda não familiarizados com a produção capixaba contemporânea. Aqui é um espaço para divulgar tanto os veteranos quanto os nomes mais promissores das safras recentes. Gente que leva a sério aquilo que o Deleuze apontou em seu ensaio A literatura e a vida: mais do que reproduzir o já existente, a literatura produz novas linhas de vida, novas formas de se perceber o mundo, de se inventar novos mundos, novas percepções. E nos enche de orgulho fazer parte disso tudo. “Quem escreve escava/ o que o silêncio palavra”, já dizia sabiamente um poema de Viviane Mosé.

Por enquanto, é isso. Entre, fique à vontade: a Graciano também é sua.

Os editores

4 respostas para Graciano – Literatura brasileira produzida no Espírito Santo

  1. Tinha melhor nome pra revista não ? Eu sugeriria ,por exemplo, Cantáridas . Porque o plural já daria uma pluridimensão. Mas , quem é este digitador pra contestar menagem a El-Rei ? Afinal, corte ao Graciano (Neces) e,sobretudo, Sir Reinaldo S/N é pra ser acatada e pronto ! Não, não direi que “toda a vendida Editoria adotou por doutrina o sempre condenável engrossamento”. Se for o caso,hipótese que reputo,um refinado ” engrossamento ” o seria. Ainda não li o teor do presente númeo zero.Nao li,mas já adorei. Vou ler já .E—quem sabe ? — eu até corra atrás [do corpo,o editorial ] pra nessas virtuais páginas lascar um genial comentário sobre esta ou aquela opúscula entrelida numa tresloucada viagem no coletivo do Transcol.Ah, preciso exercitar ….Está na hora dessa gente bronzeada prestar o seu louvor.

  2. Deixo registrado meus sinceros parabéns a toda a equipe envolvida no projeto. A idéia é notável, a execução primorosa e o conteúdo de qualidade.
    Daniel Fernandes: o projeto gráfico ficou MUITO bom!
    Já na espera do próximo número,
    Rosane.

  3. Fui, vi e gostei!

    Grijó

  4. Parabéns pela iniciativa! Faço votos para que tenha vida longa! Um abraço a todos! Anaximandro.

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